O PAPEL DO EDUCADOR NA INCLUSÃO ESCOLAR
Atuar numa
unidade escolar hoje requer que o educador possua uma significativa capacidade
para entender a instituição, sua posição no sistema, sua inserção nas dimensões
culturais dos alunos, suas relações internas e, que saibamos olhar para o aluno
como se constituindo nessas relações.
Fica patente o
despreparo dos educadores em geral quanto ao conhecimento sobre as
peculiaridades de um determinado tipo de deficiência, uma vez que os
professores da educação básica não tiveram em sua formação inicial um eixo
capacitador para a educação na perspectiva da diversidade. A formação inicial,
assim como as práticas posteriores, se desenvolvem numa linha em que se
estabelece uma educação para um conjunto idealizado de alunos que aprende,
acompanhada da exclusão da diversidade.
O professor, ao
receber alunos com deficiência, terá que romper suas próprias barreiras, terá
que trabalhar a tolerância, o medo do novo, o preconceito e a falta de formação
necessária.
Com a prática,
validamos os saberes adquiridos. A experiência do dia a dia, mostra o melhor caminho
para o sucesso do educador. Com certeza, a prática em sala de aula, irá ensinar
e indicar a melhor forma de tratamento e adaptação da didática necessária.
O atendimento das diferentes necessidades educacionais
dos alunos é certamente o desafio mais importante que o professor tem de
enfrentar em nossos dias. É claro que a escola, diante da diversidade de
necessidades, precisa adequar seu currículo de forma global e flexível, adotar
recursos contínuos (físicos, pedagógicos, didáticos, humanos) para atender as
necessidades dos alunos e dar apoio a inovação, revolução nas mentalidades e
desenvolvimento profissional dos professores. Mas cabe ao professor assumir o
papel mais ativo em todo o processo, sobretudo no que respeita às práticas
cotidianas em sala de aula.
A educação especial não é uma coisa estática, uma vez que
deficiências e necessidades são específicas e podem se apresentar em diferentes
níveis e estágios. Enfatizo que o êxito do processo de aprendizagem e de
inclusão depende principalmente da formação continuada do professor, dos grupos
de estudos com os profissionais especializados, possibilitando uma ação
prática, da reflexão e do constante redimensionamento do fazer pedagógico.
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