domingo, 23 de outubro de 2011

Como a política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva define o conceito de AEE?

O atendimento Educacional Especializado (AEE) tem como função identifificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que elimine as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo substitutivas à escolarização. Este atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela. (Secretaria de Educação Especial, 2008, p.15).

Exemplos de atividades/recursos que podem ser utilizados no AEE:

* Língua brasileira de sinais - LIBRAS: língua visual/espacial articulada através das mãos.

* Código Braille: código ou meio de leitura e escrita de pessoas cegas, baseada na combinação de 63 pontos que representam as letras do alfabeto.

* Comunicação aumentativa/alternativa: conjunto de procedimentos técnicos direcionados a pessoas acometidas de alguma deficiência que  impede a comunicação com outras pessoas.

* Uso do sorobã: instrumento utilizado para trabalhar cálculos e operações matemáticas, espécie de ábaco que contém cinco contas em cada eixo e borracha compressora para deixar as contas fixas.

* Produção e adaptação de materiais didáticos e pedagógicos.

* Atividades da vida autônoma

Esses são alguns exemplos de atividades/recursos utilizados no AEE. Evidentemente o professor deverá levar em conta a singularidade de cada aluno, observando caso a caso, qual a melhor forma de trabalhar, quais os recursos a serem utilizados para que a construção de sua aprendizagem seja satisfatória.











RELÓGIO DO CORPO HUMANO
Projeto realizado pelo Grupo Ecológico Planeta Verde, na E.M.E.F Patrício Dias Ferreira, na cidade de Caçapava do Sul, pelo qual alunos da 7.ª Série do ensino fundamental montaram uma maquete do trabalho que será posteriormente confeccionado no pátio da escola.
Foram realizadas diversas atividades em sala de aula, como pesquisas bibliográficas sobre as funções de cada órgão do corpo humano, seminários de apresentações feitas pelos alunos sobre as pesquisas feitas, busca de conhecimento de plantas com pessoas mais experientes da comunidade escolar, bem como o conhecimento dos próprios alunos, mesmo que de forma empírica.
Através do relógio é possível combinar o poder das ervas medicinais com um tratamento de saúde criado há milhares de anos, do outro lado do mundo. Segundo a medicina chinesa, há um horário para tratar cada parte do corpo humano. E o remédio que for tomado nesse período de tempo vai dar o melhor resultado.
Placas identificam cada um dos canteiros de acordo com o horário em que a erva deve ser consumida e com o órgão a ser tratado: alecrim para o estômago; cavalinha para a bexiga; pulmonária para a tosse.
"Nós adaptamos, dentro do relógio do corpo humano, as plantas medicinais, fazendo com que as pessoas possam buscar o entendimento de onde ficam seus órgãos e valorizando eles dentro do organismo, se beneficiando através das plantas", O relógio recomenda tomar de madrugada chás para a vesícula, o fígado, o pulmão e o intestino grosso. De manhã, o cuidado é com o estômago, o baço e o pâncreas. Ao meio-dia, hora de tratar o coração. Intestino delgado, bexiga e rins devem receber atenção à tarde. Para a noite, ficam circulação e os sistemas digestório e respiratório. São os horários em que, segundo a medicina chinesa, os órgãos estariam mais ativos e, por isso, a ação das ervas seria muito mais eficaz. 


Por: Fabiane de Oliveira Borba
                                        Maquete: Relógio do corpo humano - Horto Medicinal













quinta-feira, 20 de outubro de 2011


O PAPEL DO EDUCADOR NA INCLUSÃO ESCOLAR

Atuar numa unidade escolar hoje requer que o educador possua uma significativa capacidade para entender a instituição, sua posição no sistema, sua inserção nas dimensões culturais dos alunos, suas relações internas e, que saibamos olhar para o aluno como se constituindo nessas relações.
Fica patente o despreparo dos educadores em geral quanto ao conhecimento sobre as peculiaridades de um determinado tipo de deficiência, uma vez que os professores da educação básica não tiveram em sua formação inicial um eixo capacitador para a educação na perspectiva da diversidade. A formação inicial, assim como as práticas posteriores, se desenvolvem numa linha em que se estabelece uma educação para um conjunto idealizado de alunos que aprende, acompanhada da exclusão da diversidade.
O professor, ao receber alunos com deficiência, terá que romper suas próprias barreiras, terá que trabalhar a tolerância, o medo do novo, o preconceito e a falta de formação necessária.
Com a prática, validamos os saberes adquiridos. A experiência do dia a dia, mostra o melhor caminho para o sucesso do educador. Com certeza, a prática em sala de aula, irá ensinar e indicar a melhor forma de tratamento e adaptação da didática necessária. 
O atendimento das diferentes necessidades educacionais dos alunos é certamente o desafio mais importante que o professor tem de enfrentar em nossos dias. É claro que a escola, diante da diversidade de necessidades, precisa adequar seu currículo de forma global e flexível, adotar recursos contínuos (físicos, pedagógicos, didáticos, humanos) para atender as necessidades dos alunos e dar apoio a inovação, revolução nas mentalidades e desenvolvimento profissional dos professores. Mas cabe ao professor assumir o papel mais ativo em todo o processo, sobretudo no que respeita às práticas cotidianas em sala de aula.

A educação especial não é uma coisa estática, uma vez que deficiências e necessidades são específicas e podem se apresentar em diferentes níveis e estágios. Enfatizo que o êxito do processo de aprendizagem e de inclusão depende principalmente da formação continuada do professor, dos grupos de estudos com os profissionais especializados, possibilitando uma ação prática, da reflexão e do constante redimensionamento do fazer pedagógico.